Pretendo debater aqui a representação social das diversas identidades existentes, como o papel de cada indivíduo é visto (ou nem notado) na sociedade, analisar até que ponto os agentes sociais são invisíveis aos olhos da sociedade, ignorados. Além disso, como a propagação do novo fenômeno contemporâneo - a internet e as redes sociais - interfere diretamente nas relações profissionais e pessoais dos indivíduos, contribuindo gradualmente para a invisibilidade do mundo externo.
terça-feira, 26 de agosto de 2014
Objeto final do Clube de Trocas
Durante o curso fui tentando trocar meu clips por outros objetos, de modo que o que eu possuía fosse importante para alguém naquele momento. Primeiro, troquei por uma caneta, e com a caneta fiquei por algum tempo, pois parecia que para ninguém ela era tão útil, tão emergente. Algum tempo depois, conversando com uma grande amiga, fiquei sabendo que ela faz coleção de canetas. Era a minha grande chance! Ofereci a ela a caneta que eu havia trocado, e ela aceitou com muita alegria. Pensando em que eu trocaria, me lembrei de um livro que ela tinha me dito que comprou, mas não gostou muito, pelo qual eu estava muito interessada em comprar. Então, propus a troca e ela aceitou. Fiquei muito contente com o meu objeto final! Valeu muito a pena aceitar aquele clips lá no início do quadrimestre. Agora vou explicar o porquê gostei tanto do meu objeto: desde sempre me interesso por tudo relacionado à segunda guerra, nazismo, regimes totalitários em geral. Me interesso por esses assuntos pois fico tentando entender o que ocorreu, as circunstâncias, os agentes envolvidos. Não sei bem como explicar, mas o fato é que sempre fiz uma espécie de coleção sobre o regime nazista do Hitler. Confesso que principalmente depois de conhecer os antigos campos de concentração, os esconderijos e as marcas da segunda guerra na Alemanha meu interesse só aumentou. Além de tudo, a Alemanha pra mim é uma segunda casa: meus sobrinhos nasceram e vivem lá, junto a minha irmã. Desse modo, sendo este livro um lançamento, já logo me interessei em adquiri-lo. A história do livro gira em torno da volta do Hitler já no século XXI, como se ele tivesse ficado camuflado em algum lugar e voltado anos e anos depois, com a mesma idade, com a mesma aparência. É uma história muito interessante, que, inclusive, me fez lembrar de um grande filme entitulado "A Onda", que conta a história de um professor de aristocracia que, também no século XXI, ou seja, anos depois do Terceiro Reich, instaura "sem querer" o nazismo na sua turma, provando que mesmo após muitos anos, seria possível a volta deste regime na Alemanha. Enfim, ganhar este objeto me fez muito feliz, enriqueceu minha bagagem e acrescentou mais um objeto a minha coleção!
domingo, 3 de agosto de 2014
Pelas estações da vida
Há algum tempo tenho parado para "avaliar" certas condutas. Nesse incansável trajeto faculdade-trabalho-casa, as inúmeras estações de metrô percorridas e o contato que acabo tendo com as pessoas me fez parar para pensar. Percebi que eu, mesmo sem ter consciência imediata disso, luto contra a invisibilidade. Pensar nisso me fez sentir tanto orgulho de mim mesma. Faço questão de cumprimentar as moças que limpam o metrô, as funcionárias da academia, as moças que cuidam da limpeza dos banheiros das estações... Enfim. Percebo que, ao mesmo tempo em que elas ficam felizes, também ficam desconfiadas. Sei que essa desconfiança vem do fato de que raríssimas pessoas as notam. Seja pela loucura e correria do dia a dia, seja por, de fato, não as notarem, seja por falta de educação... Certo dia percebi que uma dessas moças estava triste, muito triste. Aquilo me chamou atenção, pois no mesmo momento várias pessoas passaram por ela, trombaram nela. Arrumei uma forma de chegar mais perto enquanto eu esperava o próximo trem com destino ao Tucuruvi. Falei sobre o tempo. Sim, sobre o tempo! Esse é o tipo de assunto que puxamos quando queremos papo, não é? Pois bem. Ela me olhou tão assustada, e logo esboçou um sorriso. No final, até a foto do filho dela na carteira ela me mostrou, e isso porque só conversamos por 2 minutos. Naquele dia percebi que as pessoas têm a necessidade de serem notadas, ouvidas. Seja pra falar sobre o tempo, sobre assuntos supérfluos... Isso faz bem, mostra que estamos vivos, temos opiniões, e, melhor que isso: que alguém se interessa pelas nossas histórias, pela nossa vida. Posso não ter ajudado efetivamente na resolução do problema que ela estava passando, mas tenho a certeza de que naquele momento, o dia dela foi mais leve e mais doce.
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